Graças!
Consegui enganar de novo aquela tiazinha (ufa!) feia e chata. Uma velhinha magrinha e baixinha, com os cabelinhos grisalhos e aparência oriental, que mora no 1914.
Quando passei correndo pela portaria, lá estava ela, conversando com o seu Joaquim, mas logo saiu andando apressada atrás de mim. Parei repentinamente defronte ao mural de avisos, e fiquei girando os olhos que nem tonto, fingindo olhar a esmo alguns anúncios de "vende-se máquina de lavar", "vende-se microondas com defeito por 150 paus". E, não é que, logo em seguida, ela encostou, como quem não quer nada, só para sapear o que eu estava vendo de interessante ali.
Pensei:
"É agora que eu escapo, e evito subir com essa bruxa no elevador"
Então, rapidamente, joguei com o ombro para a direita, e caí fora como um raio, conseguindo entrar no elevador sozinho, rá, rá, rá!
O lobo mau não se interessa mais pela vovozinha, rá, rá, rá! de novo